Anjos

Quem é Deus?

Está é uma pergunta bem recorrente hoje em dia; cada um tem as suas crenças e eu, obviamente, tenho a minha.

Segundo o que eu acredito, Deus não é um homem de idade com uma barba grande e roupas cintilantes, muito menos um homem muito gordo que vive a meditar e ensinar aos seus fiéis o significado do amor e compreensão universal. O meu Deus é único, não único da forma que muitos dizem. Que este é o único que proveria a salvação ou a vida eterna ou uma boa reencarnação ou muito menos um castigo cruel pelos pecados ou ainda a remissão dos mesmos. O meu Deus é único na minha visão, pois o Deus de cada um é único. Não somos todos iguais por dentro em nossas opiniões e conhecimentos por um simples motivo: não habitamos no mesmo corpo, não somos uma como uma colônia de corais que é formada por vários seres vivos do mesmo tipo e que vivem unidos formando um único ser por meio de vários.

Nossos órgãos sensoriais nos permitem ter diversas sensações; algumas vezes parecidas e outras vezes totalmente distintas dos nossos semelhantes. Aí que entramos num ponto interessante! Na minha opinião, Deus é sim onipotente e essa diferença toda entre os sentimentos que nós temos é uma razão para que ele o seja! Não haveria razão lógica para ver tudo da forma que Ele próprio já vê, não seria mais proveitoso e mais inteligente ver todos os pontos de vista possíveis em todos os seres coexistindo simultaneamente em cada um deles? Eu acredito que Deus é o Um todo dessa fração que nós enxergamos do Universo.

Deus é o Universo e o Universo é Deus. Se alguém é de um jeito ou de outro, não cabe a um de nós dizer que se é errado ou certo, devemos ver que Deus quis que cada um de nós fosse assim e essa é uma escolha dele, ou ousaríamos questionar uma decisão do Universo? Ele já se mostrou muito eficaz em “pregar peças” em todos nós diversas vezes. Não seria hipocrisia condenar uma decisão tomada pelo próprio Todo-Poderoso? Mas por que as pessoas fazem isto?

Tirinha do Cartunista Will Leite, proprietário do Blog Will Tirando

Existe uma lei que algumas pessoas reconhecem como democracia e eu prefiro chamá-la de “livre arbítrio”. O livre arbítrio é o que nos permite termos uma vida livre, sem que tenhamos que obedecer cegamente a Deus e deixar nossas próprias decisões de lado. Deus deu isto à todas as criaturas vivas no momento em que ele se tornou onipresente em todo o Universo. Não sou totalmente qualificado para afirmar, mas ouso dizer que as coisas que não consideramos vivas estão submetidas à vontade Dele e portanto não têm livre arbítrio sobre suas ações. Exemplos são os planetas que giram em torno de infinitos sóis no cosmos, estações do ano determinadas pelo tempo, pela rotação da Terra. A quantidade de ciclos existentes é enorme e alguns destes envolvem até os seres vivos chamamos a partir daqui de “independentes”.

Uma última questão a ser debatida é: quando devemos reconhecer o livre arbítrio e a vontade de Deus?

Uma resposta mais curta e simples é: o livre arbítrio ocorre quando tomamos decisões que não sejam prejudiciais a outras pessoas, decisões cotidianas; enquanto que a vontade Universal em si pode ser definida pelo que o ser é, o que identificamos que pode ser definido pela genética, características de personalidades que não sejam consideradas prejudiciais à outras pessoas. Exemplificando: a cor da pele, dos olhos, o jeito de ser, sexualidade podem ser consideradas vontades Universais, enquanto que aquela pessoa gostar ou não de alguma coisa, como um alimento, perfume, certa atividade ou esporte, pode ser considerada livre arbítrio até onde sabemos.

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