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O que é real?

Dissertar a respeito do que é real pode ser fácil, entender é que é difícil, pois somente depois que você realmente entende algo é que aquilo se torna “real” para o que chamamos de “realidade”. Atualmente estou lendo um livro chamado “Zen e a arte da manutenção de motocicletas: uma investigação sobre valores” – não, não é um livro que apresenta métodos para consertar ou avaliar uma moto, todo mundo pensa que é isso quando digo o nome dele… (risos) – Robert M. Pirsig escreveu de forma sucinta em algumas páginas o que é essa realidade contemporânea que vivemos; para ele, nós vivemos numa realidade interna, uma realidade que apenas existe na nossa mente – sim, eu também lembrei de Matrix nesse ponto – e o mais interessante é que: apesar de parecer uma ideia totalmente louca, ela tem bases bem, de uma forma irônica, sólidas. Alguns livros retratam muito dessas realidades, porém, eu escolhi um especial que diz exatamente como esses universos convivem conosco e se apossam de uma fatia cada vez maior das nossas vidas.

Dan Brown, ao escrever Fortaleza Digital nos mostrou claramente que cada parte da nossa vida está a um bit de distância – ou a um click, como muitos dizem. A chamada Fortaleza Digital do livro é um vírus que pode destruir o maior computador do Mundo, do tamanho de um prédio de 6 andares, o TRANSLTR, demonstra o tamanho da nossa vulnerabilidade e do nosso universo digital diante de tudo e todos. Segundo uma interpretação mais avançada e reflexiva do livro, podemos concluir que a nossa vida está toda na Web. Fotos, músicas, gostos, estados emocionais, vídeos, pensamentos, sentimentos, valores financeiros, propriedades… enfim, tudo está nesse universo tão seguro e tão público. Mas e nós, onde nós estamos?

Nós estamos no Mundo real, porém, não somos nada sem o que possuímos no mundo virtual. O quê aconteceria se de um dia para o outro todo dinheiro da sua conta, todas as suas propriedades e tudo o que você tem desaparecesse? E se você não tivesse registro de nascimento nenhum? Sem pai, sem mãe, sem existir… De fato?

O princípio é que tudo em que acreditamos existe porque acreditamos; as leis, os documentos, os títulos de propriedades, as leis da física, nossos medos, nossas crenças… tudo existe porque cremos. Mas e antes de acreditarmos? Pode-se dizer que é exatamente como citam em Peter Pan: uma fada só existe se você acredita nela, se não acredita, ela morre e não existe mais. Mas não é assim com as leis da física e outras ciências, pois o Universo existe e ele obedece uma lei: eu existo mesmo que você não acredite, eu estou dentro da sua cabeça desde o seu primeiro pensamento até o último. Começo, meio e fim.

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